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ABRAÇOS DESFEITOS (Los Abrazos Rotos)
por GRP Cineclube da Horta 28.10.2009, alterado em 28.10.2009

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Datas de Exibição: 10/11/2009 - 21H30

Sala: Cine Teatro Faialense

RAEC - Rede Alternativa de Exibição Cinematográfica

Realizador: Pedro Almodóvar

Sinopse: Um homem escreve, vive e ama na escuridão. Catorze anos antes, foi vítima de um brutal choque automóvel, na ilha de Lanzarote. No acidente, não só perdeu a vista como também Lena, o amor da sua vida. Este homem usa dois nomes: Harry Caine, um pseudónimo com que assina os seus trabalhos literários, histórias e argumentos para cinema, e Mateo Blanco, o seu verdadeiro nome, com o qual vive e assina os filmes que dirige. Depois do acidente, Mateo Blanco reduz-se a si próprio ao seu pseudónimo, Harry Caine. Se não pode realizar mais filmes, só consegue sobreviver com a ideia de que Mateo Blanco morreu em Lanzarote com a sua amada Lena. Nos dias de hoje, Harry Caine vive graças aos argumentos que escreve e à ajuda da fiel e antiga produtora, Judit García, e do filho desta, Diego, o seu secretário, escrivão e guia. Desde que decidiu viver e contar histórias, Harry é um cego activo e atraente, que desenvolveu todos os outros sentidos para melhor gozar a vida, na base da ironia e da amnésia selectiva. Ele apagou da sua biografia todos os traços da sua primeira identidade, Mateo Blanco. Uma noite, Diego tem um acidente e Harry toma conta dele, já que Judit está fora de Madrid e os dois decidem não a avisar, para não a alarmar. Durante as primeiras noites de convalescença, Diego pergunta-lhe pelo tempo em que respondia pelo nome de Mateo Blanco. Depois de um momento de surpresa Harry não consegue recusar e conta a Diego o que aconteceu catorze anos antes, da mesma forma que um pai conta a um filho uma história para adormecer...

Actores: Penélope Cruz, Rubén Ochandiano, Blanca Portillo

Ano: 2008

Idade: M/12

Duração: 100 minutos

Género: Drama / Thriller

País de Origem: Espanha

Críticas:


“Misto de filme noir e melodrama, ABRAÇOS DESFEITOS revela um Almodóvar nostálgico de si mesmo, o que não significa que, ao fim de 35 anos de filmes, a sua nova longa-metragem se limite a um mero processo de reciclagem de ideias.”- Nuno Carvalho, Notícias Sábado


Prosseguindo a sua já longa carreira e dando justificação ao prestígio há muito adquirido, Almodóvar mostra a sua preocupação com a liberdade criativa dos cineastas, seguindo de perto a produção de um filme que vem a ser ferido de dificuldades inesperadas. O trabalho de realização em causa é enquadrado num romance que põe em confronto o produtor e o realizador e pela situação de cegueira a que este último é conduzido num acidente, coordenando-se as diversas vertentes de forma a que se integrem numa linha narrativa unitária e trabalhada com muito bom ritmo.O estilo fica muito marcado pelos sucessivos flashs back, uma vez que a acção vai decorrendo em diferentes épocas, dando força e razão ao drama vivido no tempo presente. Actores de grande qualidade, nomeadamente Penélope Cruz, Lluis Homar e Blanca Portillo, dão vida a personagens com grande sentido humano, cada uma vivendo um drama intenso que se cruza, de uma forma intensa, com o das restantes. E é da expressão obtida que melhor se obtém a adesão do espectador, preso aos acontecimentos e aos factos que, de uma forma ou de outra, vão destruindo ou recuperando as respectivas vidas.Mesmo tendo em conta que Pedro Almodóvar já teve filmes mais fortes, este está longe de desmerecer das suas qualidades e inspiração. CINEDOC, Francisco Perestrello


Trailer



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